Rússia não instalará míssil se EUA desistirem de escudo

A Rússia abandonará os projetos de instalar mísseis em seu território de Kaliningrado, às portas da União Européia, se os Estados Unidos desistirem do projeto de instalar parte do escudo antimísseis na Europa Oriental, disse hoje o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. "Nós dissemos, pela voz do nosso presidente, que se a terceira zona de posicionamento antimísseis for criada, uma das nossas medidas para neutralizar a ameaça à segurança da Rússia será a instalação do sistema de mísseis Iskander em Kaliningrado", disse Lavrov. Kaliningrado fica às margens do Mar Báltico.Segundo ele, os mísseis serão instalados em Kaliningrado "somente se a terceira zona de posicionamento antimísseis tomar forma". A administração do presidente George W. Bush planejou e fechou acordos para a instalação do sistema antimísseis na Polônia e na República Checa. No sábado, o governo da Polônia declarou que o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, teria se comprometido a continuar com o projeto de escudo antimísseis. Logo em seguida, no entanto, um conselheiro graduado de Obama afirmou que o presidente eleito não se comprometeu em continuar com o projeto.A instalação do escudo antimísseis pelos norte-americanos no Leste Europeu é algo que encontra forte rejeição na Rússia. Embora a administração Bush tenha dito que o sistema é para conter um possível ataque do Irã, os russos afirmam que o sistema é uma ameaça à própria segurança. Lavrov também pediu hoje que Obama suspenda o embargo econômico imposto por Washington a Cuba há 46 anos. "Esperamos que a voz da comunidade internacional, que se fez ouvir novamente na Organização das Nações Unidas (ONU), seja levada em consideração", afirmou. No mês passado, a Assembléia Geral da ONU pediu que os EUA suspendam o embargo. "Ouvi dizer que as relações com Cuba estão entre as questões que serão discutidas pela administração do presidente eleito Barack Obama", disse após reunião com o chanceler cubano, Felipe Perez Roque, em Moscou. Lavrov também descreveu a cooperação técnica e militar com Cuba como um "elemento importante" na parceria com a Rússia.Durante a longa campanha pela presidência dos EUA, a comunidade cubana apoiou Obama, que em seus discursos afirmou que, assim que se tornasse presidente, aboliria os limites de viagens e envio de dinheiro das famílias cubanas residentes nos EUA a seus parentes em Cuba. Obama, porém, disse que manteria o embargo econômico. As informações são da Dow Jones.

AE, Agencia Estado

11 de novembro de 2008 | 20h41

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