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Rússia não tem provas sobre ato terrorista contra avião que caiu no Sinai, diz ministro

Em entrevista à imprensa local, Maxim Sokolov diz que nem comissão governamental e nem comissão técnica têm 'dados fidedignos' que comprovem teoria sugerida por EUA e Grã-Bretanha

O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2015 | 12h34

MOSCOU - A Rússia garantiu nesta terça-feira, 10, que carece de "provas fidedignas" que respaldem a versão dos EUA e da Grã-Bretanha de que um atentado terrorista foi a causa da queda do Airbus em 31 de outubro na península egípcia do Sinai com 224 passageiros a bordo.

"Nem a comissão governamental e nem a comissão técnica dispõem de dados fidedignos de que se tratou de um atentado terrorista", disse Maxim Sokolov, ministro de Transporte, aos meios de comunicação locais. 

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, foi o primeiro a se referir abertamente a essa versão, na segunda-feira. "A possibilidade de um atentado terrorista, claro, se mantém como uma das causas do que ocorreu", disse Medvedev, que pediu, no entanto, que se espere a divulgação dos resultados da investigação antes de tirar conclusões do caso.

Os serviços secretos britânicos, que forneceram dados secretos a respeito à parte russa, e americanos acreditam que uma bomba foi colocada no avião russo que caiu no Sinai após decolar de Sharm el-Sheikh.

A braço egípcio do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) insistiu em reivindicar a queda do avião russo, embora não tenha oferecido detalhes de como teria derrubado o Airbus.

No entanto, tanto o presidente russo, Vladimir Putin, quanto as autoridades russas mantiveram desde o princípio um rigoroso silêncio sobre as causas da tragédia, a maior na história da aviação russa.

Representantes da companhia francesa Airbus disseram nesta terça-feira em entrevista à agência oficial "RIA Nóvosti" de que o avião, um A-321, se encontrava em perfeito estado e que a catástrofe não pode ter sido provocada por uma falha técnica no aparelho.

Por outro lado, Sokolov garantiu que a Rússia não retomará os voos ao Egito até que as medidas de segurança correspondam com os padrões internacionais e satisfaçam as exigências do país.

O ministro também estimou em quase 35 mil os turistas que já retornaram do Egito desde que Putin suspendeu na sexta-feira os voos a esse país, o principal destino turístico para os russos.

Segundo as previsões do governo, serão necessárias quase duas semanas para repatriar os milhares de russos que descansam no país árabe.

Por motivos de segurança, as bagagens estão sendo enviadas em aviões de carga fretados pelos Ministérios de Defesa e de Situações de Emergência. / EFE

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