Rússia não tem relações especiais com a Síria, diz Putin

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, disse que o país não tem relações especiais com a Síria e se recusou a especular se o presidente Bashar Assad vai sobreviver à crise que enfrenta e manter-se no poder. As declarações do premiê foram dadas a executivos de notícias estrangeiras na noite de quinta-feira, às vésperas da eleição presidencial na Rússia, no próximo domingo.

AE, Agência Estado

02 de março de 2012 | 09h52

Com o aumento da pressão sobre Moscou para endurecer sua posição contra Assad, Putin pediu que os dois lados, tanto o regime de Damasco quanto os rebeldes da oposição, concordem com um cessar-fogo.

Putin rejeitou a ideia de que Moscou tenha lado no confronto, que ele descreveu como um "conflito civil armado", e acusou o Ocidente de piorar a crise ajudando a armar os rebeldes e fazendo pressão contra Assad. "Se você vai apenas aumentar as armas (para os rebeldes) e fazer mais pressão sobre Assad, a oposição nunca vai sentar para negociar", afirmou.

"Nosso princípio é não encorajar os lados em um conflito armado, mas fazê-los negociar e chegar a termos aceitáveis para um cessar-fogo e acabar com as perdas humanas. Uma ''paz ruim'' é sempre melhor do que uma ''boa guerra''. As informações são da Dow Jones.

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