Rússia não vê chance de resolução da ONU para a Síria ser aprovada

Enviado de Moscou afirma que descarte de ação militar deve estar bastante esclarecido no texto

Reuters

01 de fevereiro de 2012 | 07h47

MOSCOU - O enviado da Rússia para a União Europeia, Vladimir Chizhov, disse nesta nesta quarta-feira, 1º, que não havia chances de o esboço árabe-ocidental de resolução no Conselho de Segurança da ONU passar sem que seus termos fossem esclarecidos, a fim de descartar uma potencial intervenção militar, reportou a agência de notícias russa Interfax.

 

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Os comentários de Chizhov foram as mais recentes insinuações de que a Rússia iria vetar a resolução -  que apoia um plano da Liga Árabe pedindo que o presidente sírio, Bashar Assad, deixe o poder - caso o texto não atenda às preocupações de Moscou.

"(O esboço) está perdendo a coisa mais importante: uma cláusula clara que descarte a possibilidade de que a resolução possa justificar uma intervenção militar de fora nos assuntos sírios. Por essa razão, eu não vejo a chance de que este esboço possa ser adotado", afirmou Chizhov.

A Rússia alertou repetidas vezes que irá impedir o Conselho de Segurança de aprovar uma potencial intervenção militar na Síria, onde as Nações Unidas dizem que mais de 5 mil pessoas foram mortas desde que o governo de Assad começou a reprimir protestos pró-democracia há quase um ano.

Ano passado, a Rússia acusou os Estados Unidos e outras nações que integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de ultrapassar os limites da resolução do Conselho de Segurança, de 21 de março, que autorizava uma campanha aérea na Líbia, valendo-se disso para depor o líder Muammar Kadafi. O governo russo permitiu a aprovação da resolução passasse ao se abster na votação.

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