Rússia nega envio de navios para Síria

Segundo agências estatais russas, os navios levariam suprimentos para unidades

AE, Agência Estado

03 de agosto de 2012 | 11h09

MOSCOU - O Ministério de Defesa da Rússia negou relatos divulgados nesta sexta-feira, 3, de que o país estaria enviando três navios de guerra com cerca de 360 fuzileiros navais para o porto sírio de Tartus. As reportagens citam um oficial militar não identificado e dizem que os navios estavam a caminho de Tartus para reabastecer. As embarcações deveriam permanecer no local por alguns dias antes de seguirem de volta para o porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, segundo reportagens de agências estatais russas.

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Mas o Ministério da Defesa negou os relatos, dizendo em comunicado que não tem planos de enviar os navios e que eles têm suprimentos suficientes. A Rússia tem sido uma leal apoiadora do governo sírio durante os 17 meses de levante contra o governo de Bashar Assad, apesar das pressões do Ocidente pela imposição de sanções contra o regime de Damasco.

Segundo os relatos iniciais, navios de assalto anfíbio fariam uma breve parada do porto sírio. Esses navios estão, no momento, realizando exercícios no Mar Mediterrâneo e fariam uma escala em Tartus para o reabastecimento de alimentos e água. A Rússia nega que os exercícios no Mediterrâneo, com três frotas, sejam relacionados à violência na Síria e negou as informações de que os navios têm sido usados para levar armas para o regime de Assad.

Alguns analistas militares russos especulam que Moscou pode estar preparando o início da evacuação de seus cidadãos da Síria, na medida em que a violência se espalha para a principais cidades como Damasco e Alepo.

Annan

O governo russo disse nesta sexta-feira que as potências mundiais deve substituir "com urgência" o enviado especial Kofi Annan, que renunciou ao cargo na quinta-feira. Annan disse que a falta de apoio internacional o levou a tomar a decisão. "Um candidato digno para suceder Annan deve ser encontrado urgentemente", disse o Ministério de Relações Exteriores em comunicado. "Na atual situação, a manutenção da presença da ONU no país adquire significado especial.

Com Dow Jones

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