EFE/EPA/JIM LO SCALZO
EFE/EPA/JIM LO SCALZO

Rússia nega envolvimento em ciberataque a oleoduto nos EUA

Biden não acusou diretamente o Kremlin pelo ataque, mas afirmou que grupo criminoso responsável pelo crime atua a partir do território russo

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2021 | 07h42

MOSCOU - A embaixada da Rússia nos Estados Unidos negou nesta terça-feira, 11, qualquer participação de Moscou no ataque virtual que paralisou um dos maiores operadores de oleodutos americanos, cometido, segundo o presidente Joe Biden, por um grupo criminoso baseado em território russo.

"A Rússia não pratica atividades 'maliciosas' no ciberespaço", respondeu a embaixada russa nos Estados Unidos em sua página do Facebook, em um texto no qual denunciou as "invenções infundadas de certos jornalistas" que acusaram Moscou.

Biden não acusou diretamente o Kremlin pelo ataque, ao afirmar que "até agora" não tem provas de uma participação estatal, mas acrescentou que na medida em que o grupo atua a partir de seu território, a Rússia "tem certa responsabilidade".

"A Rússia sempre defendeu um diálogo profissional com os Estados Unidos sobre questões de segurança cibernética internacional", afirmou a embaixada.

A Polícia Federal americana (FBI) informou, nessa segunda-feira, 10, que o ataque cibernético que provocou o fechamento das operações da Colonial Pipeline foi executado pelo grupo criminoso Darkside, especializado em chantagem e sequestro virtuais.

Criado há um ano, Darkside sequestra os programas das empresas e exige pagamentos, que podem chegar a milhões de dólares, para devolver o controle de suas redes.

O grupo rouba dados confidenciais de suas vítimas, especialmente em países ocidentais, e ameaça divulgar as informações publicamente caso o resgate não seja pago. Nos últimos anos, Estados Unidos e Europa acusaram a Rússia por grandes ciberataques em países ocidentais./ AFP

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