Rússia: Pai de atirador evitou tragédia maior

Um adolescente entrou armado hoje na escola onde estuda e matou um professor e um policial antes de ser preso pela polícia de Moscou. Um policial que atendeu à ocorrência ficou ferido, assim como o jovem agressor. Nenhum outro aluno ficou ferido no ataque, assegurou Karina Sabitova, porta-voz da polícia na cena do crime. Ainda segundo a polícia, o pai do jovem teve atuação importante para que a tragédia não fosse ainda maior.

AE, Agência Estado

03 de fevereiro de 2014 | 12h53

O alvo do atirador foi a Escola 263 de Moscou, que abriga alunos do 1º ao 11º ano, como é comum na Rússia, e situa-se na região nordeste da cidade. Vladimir Markin, porta-voz da divisão investigativa da polícia local, disse que, segundo depoimentos colhidos, o jovem atirador era um aluno excelente do 10º ano e aparentemente sofreu um colapso emocional.

De acordo com as primeiras informações, o jovem apareceu na escola armado e um segurança tentou detê-lo. O segurança conseguiu soar um botão de alarme antes de correr atrás do estudante até a sala de aula.

O estudante matou então um professor de geografia - posteriormente identificado como Andrei Kirillov, de 29 ou 30 anos - e depois abriu fogo contra os policiais que responderam ao chamado antes de ser dominado e preso, relatou Vladimir Markin. Mais cedo, a polícia informou que o professor morto tinha 76 anos.

O jovem, cuja identidade não foi revelada, efetuou pelo menos 11 disparos com uma arma de baixo calibre. Também foi encontrada com ele uma carabina. As armas encontradas com o adolescente estavam registradas legalmente no nome do pai dele.

Atuação do pai - O pai do adolescente armado teve um papel fundamental para que a ação não ganhasse contornos ainda mais trágicos, afirmou o comandante da polícia de Moscou, Anatoly Yakunin.

Funcionários da escola ligaram para o pai e ele foi imediatamente para lá. Por telefone, ele conversou com o filho durante cerca de 15 minutos para convencê-lo a soltar os cerca de 20 alunos que estavam na sala onde ele matou o professor.

A conversa não foi suficiente, disse Yakunin. O pai vestiu então um colete à prova de balas e passou mais 30 minutos falando com o filho antes que os alunos pudessem sair ilesos e a polícia entrasse na sala.

Informações confusas - Informou-se inicialmente que, além do professor, um segurança teria morrido no ataque, mas a polícia depois informou que a segunda pessoa morta era um de seus agentes. O estado de saúde do policial ferido é grave.

Medidas - Esse tipo de ataque é bastante raro na Rússia, mas o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, ordenou uma revisão total do sistema de segurança das escolas da cidade para encontrar eventuais falhas. Fonte: Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Rússiaescolaataque

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.