Rússia pede comedimento na questão das Coreias

Moscou pediu neste sábado comedimento na península das Coreias, depois de a Coreia do Norte ter dito que está entrando em "estado de guerra" com o Sul, em mais um ato da retórica belicista de Pyongyang contra Seul e seu maior aliado, os Estados Unidos.

Reuters

30 de março de 2013 | 11h18

"Esperamos que todas as partes tenham máxima responsabilidade e comedimento e que ninguém cruze a linha que não tenha mais volta", afirmou Grigory Logvinov, autoridade do Ministério das Relações Exteriores russo, à agência de notícias Interfax.

O líder norte-coreano Kim Jong-un colocou suas unidades de mísseis de prontidão na sexta-feira para atacar bases militares norte-americanas no Sul e no Oceano Pacífico, depois de dois bombardeiros com capacidade nuclear dos EUA terem sido destacados para a região.

"Esperamos que todos entendam que a recorrência da guerra na península é definitivamente inaceitável", disse Logvinov à agência RIA.

Quando perguntado por repórteres se Pyongyang tem o mesmo entendimento, Logvinov disse: "Claro. Estávamos em contato com os norte-coreanos".

Autoridades norte-americanas disseram que dois bombardeiros B-2 fizeram um sobrevoo de reconhecimento com o objetivo de proteger os aliados Coreia do Sul e Japão e levar Pyongyang de volta à mesa de negociações.

"Pelo menos nesse ponto, vemos que as declarações (de Washington) são comedidas. A posição americana é um pouco tranquilizante", disse Logvinov.

A Rússia alertou na sexta-feira que o aumento das atividades militares estava caindo em um "ciclo vicioso" que poderia sair do controle.

(Reportagem de Maya Dyakina)

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