Rússia pede que adiamento de reunião não seja "dramatizado"

A Rússia aconselhou nesta quarta-feira que o adiamentoda reunião multilateral (Rússia, EUA, China, Reino Unido, Alemanha e França) sobre a crise iraniana que estava prevista para sexta-feira não seja "dramatizado". "Não deveríamos dramatizar o adiamento da reunião. Ao contrário, é um bom sinal, já que prova que o trabalho que está sendo feito é sério", assegurou Serguei Kisliak, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, citado pela agência Interfax.Kisliak espera que a reunião seja convocada para "a próxima semana" e exortou as partes a "trabalhar mais para apresentar idéias interessantes".A reunião em Londres seria em nível de diretores políticos. Nela, os seis participantes deveriam apresentar ao Irã uma série de incentivos - entre eles, um reator nuclear - a fim de que o país suspenda suas atividades de enriquecimento de urânio.No entanto, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, rejeitou nesta quarta-feira a proposta elaborada por Alemanha, Reino Unido e França e insistiu em que Teerã "não renunciará a seus direitos".Segundo fontes diplomáticas ocidentais, citadas pelas agências russas, a reunião foi adiada de comum acordo a fim de melhorar a oferta que será feita a Teerã.Os Estados Unidos, partidários de que o Conselho de Segurança da ONU adote sanções contra a República Islâmica, aceitaram retomar as negociações com o Irã. Os EUA acusam o país de tentar desenvolver um programa nuclear militar.A oferta inclui tanto incentivos em caso de suspensão dasatividades nucleares como sanções, em caso contrário. A esse respeito, o ministro de Assuntos Exteriores Serguei Lavrov manifestou hoje que era "prematuro" falar de sanções."Em vez de pensar como punir o Irã por se negar a dialogar, deveríamos tentar tomar uma decisão que permita atrair o Irã à mesa de negociações", afirmou Lavrov.A Rússia e a China mantêm sua oposição contra qualquer resolução do Conselho de Segurança que faça alguma referência ao uso da força contra o Irã.

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