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Rússia pode mandar mais navios contra pirataria na Somália

Marinha russa afirma que fragata Neustrashimy já conseguiu conter dois ataques em águas somalis

Agências internacionais,

20 de novembro de 2008 | 11h21

A Rússia anunciou nesta quinta-feira, 20, que mandará navios adicionais para o Golfo de Áden em um esforço para conter a onda de ataques piratas em águas somalis, segundo o chefe da Marinha disse à CNN.   Veja também: Piratas pedem US$ 25 mi de resgate por petroleiro Mapa de todos os ataques reportados   A fragata russa Neustrashimy já está na região e teria ajudado a repelir pelo menos dois ataques. Segundo Vladimir Vysotsky disse para a agência de notícias russa Ria Novosti que mais navios serão mandados para o local em breve, sem dar mais detalhes.   Um organismo antipirataria elogiou nesta quinta-feira o ataque de uma fragata militar indiana contra um barco pirata em águas da Somália, realizado na quarta-feira. "Se todos os navios de combate fizerem isso, será um forte fator de dissuasão. Mas se é apenas um caso raro, não irá funcionar", apontou o chefe do Birô Marítimo Internacional, Noel Choong, em Kuala Lumpur, Malásia. A nau capitânia (a principal de uma esquadra) foi afundada no Golfo de Áden, após os piratas ameaçarem um ataque. O tema ganhou mais espaço após o seqüestro do superpetroleiro Sirius Star, da Arábia Saudita, na semana passada. A carga do Sirius Star é avaliada em US$ 100 milhões.   Desde o início do ano, 39 navios foram capturados no Golfo de Áden, e um total de 95, atacados. Oito embarcações foram seqüestradas nas duas últimas semanas. Além da Índia, os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) têm navios de combate patrulhando as águas somalis. Porém não são suficientes para proteger a rota dos navios, em uma país que enfrenta uma insurgência islâmica e não tem um governo de fato controlando o país desde 1991.   Na quarta-feira, o embaixador da Rússia na Otan, Dmitry Rogozin, pediu uma ação ambiciosa da comunidade internacional para combater a pirataria. Porém isso dependeria de uma aprovação do Conselho de Segurança da ONU. Choong criticou o Conselho de Segurança, afirmando que suas resoluções sobre o tema são "vagas".     Pirataria africana   A pirataria tem elevado o custo dos seguros, além de obrigar algumas embarcações a contornarem toda a África em vez de usarem o canal de Suez, elevando os gastos com frete. Os piratas já obtiveram milhões de dólares em resgates nos últimos anos, e agora realizaram um dos ataques mais ousados e espetaculares da história marítima. rota do Cabo da Boa Esperança remete os navegadores aos primórdios do comércio marítimo com o Oriente, aumentando o tempo de navegação em até 15 dias a um custo diário adicional de até US$ 30 mil.   Para evitar a patrulha de navios militares, os piratas têm ampliado o raio de suas ações além do Golfo de Áden, em direção à costa sudeste da África, na altura do Quênia. Especialistas em segurança recomendam que as empresas deixem de pagar resgates e passem a contratar empresas de segurança privada.   A recente onda de seqüestros torna ainda mais importante a necessidade de pôr fim aos 17 anos de conflito na Somália. Para os especialistas, enquanto não houver um governo central na Somália, a pirataria continuará e tentativas militares de lidar com o problema fracassarão. Exceto por um breve período em 2006 (quando uma milícia islâmica conseguiu se manter no poder), a Somália vive mergulhada na anarquia desde 1991, quando milícias derrubaram o ditador Siad Barre. O caos tornou o país o mais falido do mundo, onde quase metade da população depende de ajuda humanitária para sobreviver.   var keywords = "Pirataria; Somália";

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