Rússia precisa mostrar ações concretas sobre Ucrânia, diz Kerry

EUA e Alemanha pedem que Moscou se mobilize para desarmar separatistas 'nas próximas horas'; países cogitam novas sanções

O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2014 | 12h17

PARIS - Os Estados Unidos e outros países ocidentais intensificaram as pressões sobre a Rússia por medidas concretas para encerrar o conflito no leste da Ucrânia. O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu à Rússia nesta quinta-feira, 26, que desarme os separatistas na Ucrânia nas "próximas horas", enquanto a União Europeia discute sanções mais profundas contra Moscou.

"Nós estamos de pleno acordo em que é crucial para a Rússia mostrar nas próximas horas, literalmente, que está agindo para ajudar a desarmar os separatistas, encorajá-los a se desarmarem, pedir-lhes que deponham as armas e comecem a fazer parte de um processo legítimo", disse Kerry a repórteres em Paris.

O governo americano disse que tem novas sanções prontas para serem implementadas, mas Kerry afirmou que o país prefere não entrar no "plano das sanções" e espera que a Rússia tome medidas sem pressão. A próxima rodada de sanções dos EUA e da UE teria como alvo os setores financeiro, de defesa e de alta tecnologia da Rússia, disseram autoridades americanas.

"Nós gostaríamos de ver um esforço cooperativo entre os EUA, a Europa e a Rússia e os ucranianos", acrescentou Kerry.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também destacou a importância de a Rússia demonstrar seus compromissos "nas próximas horas", dizendo que a Alemanha precisa decidir como prosseguir em relação à possibilidade de sanções.

Nesta quinta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, e Merkel conversaram pelo telefone e discutiram "a necessidade de estender o cessar-fogo" na Ucrânia e de libertar as pessoas que foram sequestradas por rebeldes no leste ucraniano, informou o Kremlin.

Rebeliões separatistas eclodiram no leste da Ucrânia no início de abril depois que protestos de rua em Kiev derrubaram o presidente Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou.

Após a anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia, rebeldes do leste ucraniano vêm pedindo a união com a Rússia.

Moscou nega que esteja permitindo a entrada de combatentes na Ucrânia, bem como armas pesadas para eles enfrentarem as forças de Kiev. / AP e REUTERS

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