EFE/EPA/YURI KOCHETKOV
EFE/EPA/YURI KOCHETKOV

Rússia prende 13 mil em protestos contra a guerra na Ucrânia

Maioria das prisões ocorreu em Moscou e São Petersburgo, mas há registro de detenções em mais de 150 cidades

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2022 | 18h46

MOSCOU - Mais de 13 mil pessoas já foram presas na Rússia em protestos contra a guerra desde que a invasão da Ucrânia começou, em 24 de fevereiro, segundo a OVD-Info, grupo de defesa dos direitos humanos que monitora a perseguição política no país. Embora a maioria das prisões tenha ocorrido em Moscou e São Petersburgo, há registro de detenções em mais de 150 cidades, um sinal de que a guerra é cada vez mais impopular entre os russos.

Os protestos contra a guerra continuaram mesmo quando o presidente, Vladimir Putin, endureceu a repressão à liberdade de expressão. Na sexta-feira, ele promulgou uma nova lei que ameaça com até 15 anos de prisão qualquer pessoa que divulgue informações que o governo julgue falsas sobre a invasão da Ucrânia.

Facebook, Twitter e todas as principais mídias estrangeiras foram bloqueadas para que o Kremlin possa controlar a narrativa do conflito na Rússia, que enfrenta uma crise econômica como resultado das sanções impostas por países ocidentais.

Apesar do risco, o maior número de detenções de manifestantes em um único dia foi registrado no domingo: mais de 5,3 mil pessoas foram presas em 74 cidades, segundo o OVD-Info. Os manifestantes foram vistos gritando palavras de ordem contra a guerra na avenida central de São Petersburgo, a Nevsky Prospekt, e na Praça Manezhnaya, de Moscou, perto do Kremlin.

Violência

Fotos e vídeos dos protestos se tornaram mais escassos nos dias, em razão da nova lei de censura. Os mais recentes mostram a forte resposta policial às manifestações, com policiais jogando manifestantes ao chão e espancando alguns com cassetetes. /NYT

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