Rússia procura navio tomado por piratas da Somália

Um navio de guerra russo partiu para interceptar um navio mercante ucraniano que carregava 33 tanques de guerra e munição e foi tomado por piratas na costa do Chifre da África, região norte do litoral leste do continente, perto da península arábica. Navios militares norte-americanos estão próximos à área e "monitoram a situação", informou um funcionário do departamento de Defesa dos Estados Unidos. Segundo ele, os EUA estão preocupados com o ataque pirata.Ainda não está claro como os piratas somalis tomaram ontem o cargueiro ucraniano Faina e não se sabe se eles conheciam a carga da embarcação: 33 tanques T-72 russos, que o governo da Ucrânia havia vendido, de acordo com a lei internacional, ao governo do Quênia. Além dos tanques, o cargueiro transportava munição e apetrechos para os veículos.Analistas dizem que seria extremamente difícil para os piratas venderem a carga no mercado negro. O assalto ao navio ucraniano, em meio ao crescimento da pirataria na costa da Somália, poderá atrair maior apoio aos esforços da França, único país que começou a tomar ações contra os piratas somalis.O porta-voz da Marinha da Rússia, o capitão Igor Dygalo, afirmou que a fragata com mísseis Neustrashimy deixou o porto de Baltiisk, no Mar Báltico, ainda ontem, e ruma para as costas da Somália para interceptar o cargueiro ucraniano seqüestrado. O ministro da Defesa da Ucrânia, Yury Yekhanurov, confirmou que o Faina transportava os tanques. Segundo ele, os veículos militares foram vendidos pela Ucrânia ao Quênia. O governo do país africano confirmou a compra.

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