Rússia proíbe importação de vegetais e frutas da Turquia

O governo da Rússia anunciou nesta segunda-feira que proibirá a importação de frutas e vegetais da Turquia, em reação ao incidente envolvendo o país na semana passada, quando autoridades turcas ordenaram a derrubada de um avião russo que teria invadido o espaço aéreo do país. Autoridades russas alertaram, ainda, que a escala de restrições ao país pode aumentar.

Estadão Conteúdo

30 de novembro de 2015 | 13h25

A primeira reação de Moscou ao incidente, na semana passada, foi ampla e envolveu desde a suspensão de autorizações de viagens de cidadãos russos a resorts na Turquia até a proibição da entrada de trabalhadores turcos na Rússia.

O primeiro ministro Dmitry Medvedev declarou que Moscou interromperá a importação de vegetais da Turquia, incluindo tomates, e frutas, dentro de algumas semanas e não incluirá, por ora, bens de outras categorias, como roupas.

Medvedev disse, ainda, que o objetivo das medidas não é atingir os cidadãos turcos, mas sim atender ao pedido do presidente Vladimir Putin, de reagir à derrubada do avião russo, qualificada por ele como uma "punhalada traiçoeira pelas costas".

Mais cedo, Medvedev havia afirmado que as restrições contra a Turquia poderiam incluir transações financeiras e comerciais, assim como negócios de empresas turcas que operam na Rússia.

O primeiro ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse nesta segunda-feira que seu país não pedirá desculpas por ter derrubado o avião russo na semana passada. Davutoglu argumentou que a medida foi adotada pelo serviço militar do país com o objetivo de proteger o espaço aéreo turco contra repetidas violações.

A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva em Bruxelas, após o primeiro ministro turco ter se encontrado com o secretário geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg.

Davutoglu afirmou que está pronto para dialogar com Moscou "em qualquer nível", mas defendeu as ações de seu país. "A proteção do espaço aéreo turco e de suas fronteiras é uma obrigação nacional. Nosso serviço militar fez seu trabalho", disse Davutoglu. "Nenhum país pode pedir que nos desculpemos por fazermos nosso trabalho", complementou. Fonte: Dow Jones Newswires.

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