Alexei Druzhinin/Sputnik/AFP
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Rússia propõe mediar conflito entre Armênia e Azerbaijão

Confronto que já deixou ao menos 17 mortos é o mais grave entre os países do Cáucaso desde 2016; russos já atuaram como árbitros em conflitos anteriores entre os dois países

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2020 | 11h09

MOSCOU - A Rússia está disposta a mediar o conflito entre a Armênia e o Azerbaijão, que se enfrentam há vários dias na fronteira comum entre as duas nações, afirmou nesta sexta-feira, 17, o porta-voz do presidente Vladimir Putin. Os dois países disputam a região separatista de Nagorno-Karabaj há mais de duas décadas. 

São os confrontos mais graves entre os dois países do Cáucaso desde 2016. Putin discutiu a situação com seu conselho de segurança e disse estar "extremamente preocupado com a atual escalada", informou seu porta-voz, Dmitri Peskov. 

O líder russo enfatizou "a necessidade urgente de garantir um cessar-fogo, bem como a disponibilidade (de a Rússia) servir como mediador", disse Peskov.

A Rússia, potência regional próxima da Armênia e do Azerbaijão, já atuou como árbitro em conflitos anteriores entre os dois países. Os combates começaram no domingo na fronteira norte dessas duas ex-repúblicas soviéticas e deixaram pelo menos 17 mortos, segundo o balanço oficial.

Os dois países, que se acusam mutuamente de ter iniciado o conflito, indicaram que a situação nesta sext era mais calma após quatro dias de combates. O Ministério da Defesa do Azerbaijão declarou em comunicado que "as áreas habitadas não estão sendo bombardeadas", apesar de "uma situação que permanece tensa".

Na Armênia, as autoridades observaram que houve "disparos esporádicos de armas de diferentes calibres pelas forças do Azerbaijão" durante uma noite "relativamente calma".

Os dois países estão em conflito há décadas por Nagorno-Karabakh, a região separatista do Azerbaijão que tem o apoio da Armênia e onde, no início dos anos 1990, uma guerra deixou 30 mil mortos. Desta vez, os confrontos recentes acontecem longe deste território, na fronteira norte entre os dois países. / AFP

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