Rússia propõe mediar saída de Kadafi da Líbia

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, defendeu ontem a renúncia do líder líbio, Muamar Kadafi, e propôs que Moscou negocie uma saída para o conflito, que já dura três meses. O Kremlin mandará seu representante para o Oriente Médio, Mikhail Margelov, a Benghazi, capital dos rebeldes que lutam contra o ditador.

AP, Efe e Reuters, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

"Kadafi deve sair", disse Medvedev, durante encontro do G-8, na França. "A comunidade internacional já não o vê como líder da Líbia." A nova posição indica uma mudança de tom do Kremlin em relação à guerra líbia. Apesar da abstenção na votação do Conselho de Segurança da ONU que autorizou a intervenção militar, hoje liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Moscou vinha manifestando ressalvas sobre os ataques.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, rejeitou negociar com Kadafi. O premiê britânico, David Cameron, disse que o recente aumento de ataques da Otan na Líbia está dando resultado. "Sabemos que estamos fazendo a coisa certa."

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