REUTERS/Sergei Karpukhin
REUTERS/Sergei Karpukhin

Rússia queima flores holandesas alegando riscos à saúde

Críticos afirmam que 'guerra das flores' é um novo abalo nas relações com o Ocidente e retaliação de Moscou por uma investigação sobre a derrubada de um avião na Ucrânia

O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2015 | 20h11

MOSCOU - Uma semana depois de revoltar muitos russos ao incinerar alimentos ocidentais importados ilegalmente, autoridades da Rússia começaram a atirar flores holandesas às chamas.

Funcionários dizem que os botões da Holanda, fornecedora da maior parte do mercado de flores russo, que movimenta 2,5 bilhões de dólares, representam um risco à saúde porque podem estar infectados.

Os críticos afirmam que a "guerra das flores" assinala um novo abalo nas relações com o Ocidente e é a retaliação de Moscou por uma investigação holandesa sobre a derrubada de um avião de passageiros da Malásia sobre o leste da Ucrânia, dominado por rebeldes pró-Rússia, em julho do ano passado. A maioria dos passageiros era da Holanda.

Seja qual for a razão, os russos comuns, que já sofrem com o desemprego e a inflação, podem esperar um aumento nos preços das flores nas próximas semanas, quando a procura aumenta devido ao costume de as crianças levarem flores aos professores na volta às aulas.

"Estas são flores frescas e recém-cortadas da Holanda infectadas com tripes do oeste da Califórnia", explicou a chefe da agência reguladora da agricultura da Rússia, Yekaterina Slakova, na televisão, em meio a imagens de trabalhadores queimando caixas repletas de rosas.

As autoridades agora estão cogitando um veto às flores da Holanda, que envia até 5% de sua produção floral à Rússia. /REUTERS 

Vídeo: Investigação da queda de avião malaio comprometida por rebeldes ucranianos

Tudo o que sabemos sobre:
RússiaHolandaflores

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.