Rússia quer cooperação militar com o Brasil

O primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Kassianov, afirmou que existe interesse concreto do governo russo em cooperação técnico-militar com o Brasil. Segundo ele, a Rússia está pronta para fornecer aviões MIG e Sukhoi ao País, e outros equipamentos bélicos. Ressaltou, no entanto, que a decisão sobre o assunto cabe ao governo brasileiro, mas fez questão de afirmar que "está certo" de que os aviões russos são os melhores do mundo. O primeiro-ministro acrescentou que o governo russo está interessado em participar do processo de licitação de renovação da frota militar brasileira. "Não temos medo dos procedimentos de licitação, mas gostaríamos que as condições fossem iguais para todos, e as informações, oportunas", disse o primeiro-ministro. O vice-presidente Marco Maciel adiantou que em breve Brasil e Rússia deverão assinar um protocolo de cooperação técnica militar. A assinatura do protocolo, segundo Maciel, deverá ocorrer durante a viagem do ministro da Defesa, Geraldo Quintão, à Rússia, entre abril e maio de 2002. Kassianov disse também que a cooperação na área espacial é uma das prioridades da política com o Brasil. "É preciso admitir que a cooperação está apenas começando e que, num futuro próximo, podemos conseguir resultados concretos", afirmou. Essa é a primeira visita de um chefe de governo russo ao Brasil. Maciel disse que é de grande interesse do Brasil avançar na cooperação científica e tecnológica com a Rússia. Brasil e Rússia já assinaram hoje uma série de acordos de cooperação, nas áreas bancária, com o Banco do Brasil e o banco de economia externa russo; de uso pacífico de energia nuclear, turismo, aduana, de política de concorrência e combate ao monopólio. Marco Maciel e Kassianov assinaram também hoje uma declaração sobre terrorismo. O documento reafirma a determinação dos dois países no combate ao terror, que consideram ser um dos principais desafios da humanidade e uma ameaça direta à Paz e a segurança internacional. Segundo o vice-presidente do Brasil, os dois países identificaram setores em que a cooperação bilateral pode assumir "feições mais concretas" no curto prazo. Maciel citou as áreas de energia nuclear, espacial, hidroeletricidade e aproveitamento de gás.

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