Rússia quer descredenciar jornalistas e diplomatas por vazamento na ONU

A Rússia criticou nesta quarta-feira a divulgação de informações sobre uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a respeito da Síria e afirmou que os jornalistas e diplomatas envolvidos no vazamento deveriam ser descredenciados.

Reuters

24 de outubro de 2012 | 20h46

O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, se irritou com o fato de alguns diplomatas relatarem à Reuters que o mediador internacional do conflito sírio, Lakhdar Brahimi, informou ao Conselho que o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, havia aceitado uma trégua para o período do feriado islâmico do Eid.

"É uma vergonha que alguém esteja alimentando informação, ou desinformação, à Reuters de dentro da sala de consultas do Conselho de Segurança. É uma coisa escandalosa, já vimos isso antes. Espero que sejam bem pagos", disse Churkin.

A Reuters afirmou, por meio de um porta-voz, que manteve nessa reportagem os mais elevados padrões da prática jornalística. O texto "é correto e preciso, e mantemos" as informações publicadas.

Apesar da irritação com o vazamento, Churkin confirmou o teor da reportagem da Reuters durante conversa com jornalistas.

O diplomata, que foi porta-voz do governo soviético, disse também que a Rússia abordou a questão durante a reunião e pediu ao secretariado da ONU que investigasse.

(Reportagem de Michelle Nichols e Louis Charbonneau)

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