Rússia quer fim de pacto para redução de armas

O governo da Rússia declarou na quarta-feira que não pretende renovar com os Estados Unidos um acordo que há duas décadas prevê a redução dos arsenais nucleares e químicos da ex-União Soviética. Washington respondeu ontem que ainda conversa com Moscou sobre a manutenção do pacto, que expira em maio, afirmando que ambos discutem possíveis revisões.

MOSCOU, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2012 | 03h01

Com um custo de US$ 500 milhões ao ano, o programa desativou mais de 7,6 mil ogivas nucleares, destruiu 902 mísseis intercontinentais e 33 submarinos, além de garantir a segurança de 24 depósitos de armamento nuclear. Analistas conservadores americanos têm afirmado que o pacto libera dinheiro para que Moscou gaste com novas armas.

O Ministério de Relações Exteriores russo indicou que o país não está abandonando os esforços para manter seguras armas de destruição em massa, afirmando em um comunicado que Moscou pretende criar uma nova estrutura de segurança nuclear.

"Recebemos uma oferta do lado americano para a próxima renovação do acordo de 1992. Nossos parceiros americanos sabem que sua proposta não é consistente com nossas ideias sobre formas e parâmetros sobre os quais a continuidade da cooperação deve ser construída", disse a chancelaria do Kremlin.

A porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland, disse que os EUA estão preparados para trabalhar com os russos em revisões dos termos do pacto. / NYT e REUTERS

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