Rússia quer prazo maior para destruição de armas químicas

O gabinete russo aprovou hoje um novo plano de destruição de armas químicas, com o objetivo de reduzir custos, e decidiu solicitar cinco anos adicionais para eliminar o maior arsenal do mundo desse tipo de munição. A Rússia ratificou a Convenção Internacional sobre Armas Químicas em 1997, e comprometeu-se a destruir o arsenal de 40.000 toneladas em uma década. Mas o trabalho ainda não foi iniciado. O governo alega não dispor dos cerca de US$ 7 bilhões necessários para levar o plano a cabo, apesar da ajuda prometida por Estados Unidos, Europa e Canadá. "Não podemos suportar mais esta situação", disse o primeiro-ministro Mikhail Kasyanov ao gabinete. "Hoje, devemos esclarecer o programa de destruição de armas químicas, e garantimos que este será cumprido." Espera-se que o novo plano reduza os custos à metade, já que, em vez de serem construídos sete complexos para destruir as armas, serão feitos apenas três, de acordo com um esboço apresentado por Zinovy Pak, chefe da agência governamental encarregada da destruição do arsenal.

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