Rússia questiona versão sobre morte de menino adotado

A Rússia expressou preocupação neste sábado em relação à versão de que a morte no Texas de um menino russo adotado foi um acidente, alimentando uma disputa diplomática enquanto milhares marcharam em Moscou para pedir o fim de todas as adoções por estrangeiros.

Agência Estado

02 de março de 2013 | 12h45

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que recebia as conclusões do médico-legista - que livrou os pais do menino de culpa - "com preocupação" e solicitou documentos às autoridades americanas, entre eles a certidão de óbito de Max Shatto, de três anos, para ajudar a elucidar o caso.

"Apenas um exame desses documentos vai permitir conclusões significativas a serem alcançadas sobre as circunstâncias envolvendo a morte da criança russa e determinar nossos possíveis próximos passos", de acordo com Konstantin Dolgov, funcionário do ministério responsável pela supervisão de direitos humanos.

Dmitry Peskov, porta-voz do presidente Vladimir Putin, acrescentou que esforços estão sendo tomados para trazer de volta à Rússia o irmão de Max, de dois anos, cujo nome russo é Kirill e que também está sendo criado pelo casal Shatto.

De acordo com os resultados da autopsia, o menino Max morreu de um traumatismo no abdome. O legista apontou que a criança sofria de transtornos mentais que podem tê-lo levado a cometer lesões contra si mesmo.

As autoridades americanas livraram os pais adotivos do menino, Laura e Allen Shatto, de homicídio, mas o casal ainda pode ser acusado de negligência por deixar a criança sozinha no quintal, onde foi achada inconsciente em janeiro. As informações são da Dow Jones.

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