Rússia realiza teste de míssil com capacidade nuclear

Presidente afirmou que país não iniciará nova corrida armamentista, mas responderá a qualquer ameaça na questão de segurança

O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2014 | 10h50

MOSCOU - A Rússia realizou um teste com o míssil com capacidade nuclear Bulava nesta quarta-feira, 10, e realizará outros dois testes em outubro e novembro. O comandante em chefe da Marinha russa, o almirante Viktor Chirkov, afirmou que o míssil foi disparado do Mar Branco e atingiu o extremo leste russo.

"Em outubro e novembro desse ano, a frota naval realizará mais dois lançamentos com foguetes equipados com mísseis balísticos", disse Chirkov, citado pela agência Interfax. As forças armadas do país têm aumentado os exercícios militares desde o início do conflito na Ucrânia.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o país não tem intenção de iniciar uma nova corrida armamentista, mas responderá a qualquer desafio na questão de Segurança e continuará trabalhando no desenvolvimento de novas armas com capacidade nuclear, com defesas aeroespaciais e armas convencionais de alta precisão.

"Potenciais ameaças à segurança da Rússia devem ser analisadas e receberão a resposta adequada para cada uma", afirmou o Putin.

Fronteira. Apesar do teste realizado nesta quarta, a esperança para o processo de paz no leste ucraniano aumentou após o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, dizer que a Rússia havia retirado a maior parte de suas forças que estavam do lado ucraniano da fronteira.

"De acordo com a última informação que recebemos de nossa inteligência, 70% das forças russas foram retiradas para o outro lado da fronteira", disse Poroshenko em um encontro governamental. "Isso fortalece ainda mais nossa esperança de que as iniciativas de paz têm boa perspectiva."

Moscou nega ter enviado soldados para o leste da Ucrânia em apoio aos separatistas pró-Rússia que combatem as forças do governo ucraniano na região, apesar de a Ucrânia e o Ocidente afirmarem que há esmagadora evidência do contrário. A Rússia também nega ter armado os separatistas. / AP e REUTERS

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