Rússia reivindica direito de fazer ataques preventivos

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que é contra ataques militares preventivos, mas que a Rússia se reservará o direito de promovê-los, se a prática continuar sendo empregada por outros países, informou a agência de notícias Interfax. Durante reunião de líderes russos e alemães em Yekaterimburgo, Putin declarou que, "se a prática de ataques preventivos for realmente disseminada e fortalecida no mundo, então a Rússia se reservará o direito de promover tais ações", prosseguiu a agência russa."Somos contra essa prática, mas nos reservamos o direito de empregá-la", afirmou Putin em uma crítica clara aos Estados Unidos, que atacaram o Iraque apesar da oposição da Rússia e de outros membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.Os comentários de Putin também ecoam as declarações feitas na semana passada pelo ministro russo da Defesa, Sergei Ivanov. Ele avisou que a Rússia não se esquivará do uso preventivo da força se seus interesses ou obrigações assim exigirem.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.