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Rússia rejeita texto francês e apresentará resolução sobre Síria

Moscou considerou 'inaceitável' a afirmação de que o regime sírio seria o responsável pelo ataque em Ghouta

O Estado de S. Paulo,

10 de setembro de 2013 | 14h01

(Atualizada às 16h48) MOSCOU - O governo russo qualificou como "inaceitável" o texto da proposta de resolução apresentado pela França ao Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o destino das armas químicas na Síria e informou que apresentará sua própria proposta.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, manifestou a rejeição diretamente a seu homólogo francês, Laurent Fabius, nesta terça-feira, 10, sobre a afirmação, inserida na proposta francesa, de que a Síria seria responsável pelo ataque com armas químicas que deixou centenas de mortos em Ghouta, nos arredores de Damasco, na madrugada de 21 agosto.

Segundo Fabius, a resolução seria feita com base no capítulo 7 da Carta da ONU, que prevê o uso de ações militares contra a nação alvo da medida. A resolução francesa requer que a Síria, um dos cinco países que não fazem parte da Convenção da ONU para armas químicas, permita inspeção da ONU e a destruição do arsenal. "Haverá consequências sérias caso o acordo não seja cumprido", alertou Fabius. "Com base na aceitação dessas condições, julgaremos a credibilidade das intenções sírias."

Estados Unidos, França e Grã-Bretanha acusam o governo de Bashar Assad pelo ataque. Damasco nega. Uma missão de inspetores da ONU que investigou o caso ainda não divulgou suas conclusões.

Na nota, a chancelaria russa informa ainda que Moscou apresentará sua própria proposta de resolução para estabelecer um controle internacional sobre as armas químicas presentes na Síria./ DOW JONES e REUTERS

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