Rússia reserva-se o direito de lançar ataques preventivos

O presidente Vladimir Putin disse, hoje, que a Rússia se reservará o direito de lançar ataques preventivos se outros países continuarem a usar a força sem a aprovação das Nações Unidas. Falando a jornalistas italianos, em comentários colocados no site do Kremelin na Web, Putin reafirma a convicção da Rússia em que o uso de força militar terá sempre de ser autorizado pela ONU.Mas, ele acrescenta, ?se o princípio do uso preventivo da força está estabelecido na prática internacional, na prática da vida internacional, a Rússia reserva-se o direito de agir do mesmo modo para defender seus interesses nacionais". Os comentários, que ecoam declarações anteriores de Putin e de seu ministro da Defesa, Sergei Ivanov, são um claro golpe nos Estados Unidos, que entraram em guerra contra o Iraque a despeito da violenta oposição da Rússia e outros membros do Conselho de Segurança da ONU.A manifestação russa preocupou autoridades em algumas das ex-repúblicas soviéticas, particularmente na Geórgia, que é acusada pela Rússia de proteger rebeldes chechenos. A Geórgia recusou recentemente pedidos de Moscou para deixar tropas russas atravessarem seu território para alcançar a Chechênia.Para coroar essa ameaça de ataques preventivos, o Ministério da Defesa da Rússia divulgou um documento, no mês passado, dizendo que a Rússia poderia repensar sua estratégia nuclear se a Otan (Organização do Atlântico Norte) mantiver sua atual doutrina militar ?ofensiva?. A declaração causou preocupação na Otan, que recentemente conseguiu estreitar os laços com a Rússia, depois de décadas de hostilidade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.