Rússia suspende venda de armas para a Síria

A Rússia sinalizou nesta segunda-feira que não vai firmar novos contratos de fornecimentos de armas para a Síria, pelo menos até que a situação no país se acalme. Moscou vai continuar com os acordos previamente estabelecidos, mas não vai vender novas armas, disse Vyacheslav Dzirkaln, segundo em comando da agência de cooperação militar e técnica.

AE, Agência Estado

09 de julho de 2012 | 13h25

Entrando em conflito com o Ocidente, os russos bloquearam as iniciativas do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de estabelecer sanções mais fortes e punitivas contra o regime de Bashar Assad. O país também é visto como o principal fornecedor de armas para a Síria.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse na manhã desta segunda-feira que o país ainda está comprometido com o plano de paz do enviado da ONU, Kofi Annan, além de afirmar que o governo e a oposição devem ser "forçados" a iniciar negociações. Ao mesmo tempo, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, reuniu-se com um líder da oposição síria Michel Kilo. Putin disse que a promoção do diálogo entre os dois lados sírios é mais "complicada e refinada" do que uma solução armada para o conflito. Kilo, que lidera o grupo Fórum Democrático, afirmou que espera que Moscou desempenhe um papel positivo em "encontrar uma solução pacífica para nossa crise."

A Rússia vem fornecendo ao Exército sírio apenas peças sobressalentes e ajuda na manutenção de armas entregues anteriormente, disse Dzirkaln. Ele insistiu que o país não vende helicópteros ou aviões para a Síria.

A Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, emitiu um severo comunicado no mês passado, acusando os russos de aumentar "dramaticamente" a crise na Síria ao enviar helicópteros de ataque. As informações são da Associated Press.

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