EPA/IGOR KOVALENKO
EPA/IGOR KOVALENKO

Rússia, Turquia e Irã vão monitorar cessar-fogo na Síria

Países se comprometeram em manter os esforços para separar a oposição armada dos terroristas

O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2017 | 13h53

ASTANA  - Rússia, Turquia e Irã anunciaram nesta terça-feira a intenção de criar um mecanismo para supervisionar o cumprimento do cessar-fogo em vigor na Síria desde dezembro, um resultado das negociações de paz entre o regime de Bashar Assad e a oposição em Astana, capital do Casaquistão.

"Tomou-se a decisão de criar um mecanismo trilateral que supervisionará o pleno cumprimento do regime do cessar-fogo e a ausência de provocações", disse o ministro das Relações Exteriores do Casaquistão, Kairat Abdrajmenov.

Abdrajmenov, que leu o comunicado conjunto acertado após o fim das negociações, ressaltou que russos, turcos e iranianos se comprometeram a combater conjuntamente o Estado Islâmico e a Frente da Conquista do Levante, a antiga Frente Al-Nusra. Além disso, eles manterão os esforços para separar a oposição armada dos terroristas.

"Estamos convencidos de que esse assunto não tem solução militar e que só pode ser resolvido através de um processo político com base nas resoluções da ONU", afirmou o chanceler casaque.

Os diálogos em Astana tiveram a participação do enviado especial da ONU para a Síria, Steffan de Mistura. No comunicado conjunto, Rússia, Turquia e Irã apoiaram a nova rodada de diálogo marcada para ocorrer no dia 8 de fevereiro, em Genebra, patrocinada pela ONU.

"Apoiamos o desejo dos grupos armados opositores de participar da próxima rodada de negociações que será realizada entre o governo e a oposição, sob a jurisdição da ONU em Genebra", disse Abdrajmenov.

Os três países também defenderam a soberania e integridade territorial da Síria como um país multiétnico e multireligião, cuja existência está garantida pelo Conselho de Segurança da ONU.

Representantes do regime sírio e da oposição participaram ontem e hoje em Astana de um diálogo com mediação russa e turca para reforçar o cessar-fogo em vigor desde o dia de 30 dezembro, mas as partes em conflito não chegaram negociar diretamente.

Além disso, participaram dos diálogos uma delegação do Irã, o enviado especial da ONU e o embaixador dos Estados Unidos em Astana, George Krol, na condição de observador. / EFE

 

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