Rússia vai fazer todo o possível na Ucrânia, diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu que o seu país vai fazer todo o possível para acabar com o conflito na Ucrânia, que parece ter sido o responsável pelo acidente que matou todos os 298 passageiros do voo MH17 da Malaysia Airlines na quinta-feira passada.

AE, Agência Estado

20 de julho de 2014 | 21h53

Em um discurso publicado no site do Kremlin às 1h40 (hora local de Moscou, 18h40 em Brasília), Putin pediu que "todas as pessoas responsáveis pela segurança na região aumentem a sua responsabilidade para com o seu povo e os povos dos países cujos cidadãos morreram no acidente".

"A Rússia fará todo o possível para mudar o atual conflito no leste da Ucrânia da fase militar que se vê hoje para um cenário em que todas as partes sentem em uma mesa de discussão e cheguem a uma resolução por meios exclusivamente pacíficos e diplomáticos", escreveu Putin.

Putin não colocou a culpa direta sobre as forças de segurança da Ucrânia, mas disse que a derrubada do avião foi consequência das hostilidades renovadas depois que o cessar-fogo proposto em junho falhou. Em seu discurso, que foi escrito depois de uma série de conversas telefônicas com os líderes de Reino Unido, Holanda, Austrália, França e Alemanha, Putin se absteve de mencionar a autoproclamada República Popular de Donetsk, mas referiu-se à região pela descrição geográfica usada pelos separatistas - Donbas.

O presidente russo também pediu a "completa e absoluta segurança da comissão internacional" no local do acidente e apelou pela criação de corredores de segurança para os peritos consigam chegar ao local do acidente.

"É necessário garantir que um grupo de pleno direito de peritos, sob a coordenação da Organização Internacional de Avião Civil, trabalhe no local do acidente", disse o presidente russo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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