Rússia vê Otan como maior ameaça militar e amplia possibilidade de uso de armas

A Rússia elegeu a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como ameaça militar número 1 da nação e levantou a possibilidade de uso mais amplo de armas para deter a agressão estrangeira sob uma nova doutrina militar assinada pelo presidente Vladimir Putin na sexta-feira.

Estadão Conteúdo

26 de dezembro de 2014 | 23h05

A Otan negou categoricamente ser uma ameaça para a Rússia e acusou Moscou de minar a

segurança europeia.

A nova doutrina, que ocorre em meio a tensões envolvendo a Ucrânia, reflete a disposição do Kremlin de adotar uma postura mais forte em resposta ao que entendo como sendo esforços liderados pelos EUA para isolar e enfraquecer a Rússia.

A doutrina ainda mantém as diretrizes da doutrina anterior, de 2010, no que se refere ao uso de armas nucleares. Ela estabelece que a Rússia pode utilizar armas nucleares em retaliação pela utilização de armas nucleares ou outras de destruição em massa contra o país agressor ou seus aliados e também no caso de agressão envolvendo armas convencionais que "ameacem a própria existência" do Estado russo.

Mas, pela primeira vez, a nova doutrina diz que a Rússia poderia usar armas de precisão - como mísseis e bombas guiadas - "como parte das medidas estratégicas de dissuasão". O documento não detalha quando e como Moscou poderia recorrer a esse tipo de armas.

Entre outras coisas, o documento menciona a necessidade de proteger os interesses da Rússia no Ártico, onde mantém vasta reserva de petróleo. Fonte: Associated Press

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