Rússia vendeu 100 mísseis de ponta à Venezuela

A Rússia vendeu pelo menos cem sistemas antiaéreos de manejo individual e altamente tecnológicos para a Venezuela, transação que, segundo os Estados Unidos, pode colocar em xeque o equilíbrio militar regional. Funcionários do Kremlin teriam informado a venda a diplomatas americanos, de acordo com despachos vazados pelo WikiLeaks.

AE, Agência Estado

09 de dezembro de 2010 | 07h56

Já se sabia que mísseis Igla haviam sido vendidos a Caracas, mas o tamanho do pacote entregue surpreendeu os EUA. Washington teme que o armamento chegue a militantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Sozinho, um guerrilheiro pode disparar o míssil e abater um ultramoderno helicóptero Black Hawk do Exército colombiano em um raio de até seis quilômetros. "Trata-se de um dos sistemas portáteis de defesa aérea mais mortíferos já fabricados", enfatiza o diplomata americano no telegrama.

O governo russo informou Washington da venda em julho do ano passado, quando os presidentes Barack Obama e Dmitri Medvedev reuniram-se em Moscou. Os elos militares do Kremlin com o presidente Hugo Chávez foram objeto de uma reunião paralela entre as duas delegações. Especialistas russos tentaram dar garantias a diplomatas americanos de que o armamento não acabaria na mão de terceiros, como as Farc. Quem cuidou da venda foi o vice-premiê russo, Igor Sechin. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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