Russos confiantes em negociações com rebeldes

Enquanto continuam os conflitos na Chechênia, oficiais russos insistiram hoje que os esforços para as negociações com os enviados dos rebeldes prosseguem, apesar do fim do ultimato de 72 horas dado pelo presidente Vladimir Putin, a primeira oferta séria de paz em dois anos de guerra.Na segunda-feira, Putin ofereceu aos rebeldes três dias para contactarem autoridades russas sobre uma possível negociação sobre desarmamento. Depois de expirado o ultimato, ontem à noite o enviado de Putin para as negociações, Viktor Kazantsev, afirmou que um representante do líder rebelde Aslan Maskhadov aproximou-se de sua delegação.Kazantsev não forneceu detalhes do encontro. Ele informou que dezenas de comandantes rebeldes entraram em contato com oficiais pró-Moscou da Chechênia desde a oferta de Putin, e afirmou que haverá novas discussões com o enviado de Maskhadov, que não foi identificado. Não houve um pronunciamento público por parte dos rebeldes sobre o anúncio feito por Kazantsev."O fim do prazo da oferta presidencial não significa o fim das negociações", afirmou o porta-voz de Kazantsev, Valery Bunin. "Naturalmente, as conversações continuarão. Os rebeldes precisam de tempo para pensar".Na frente de guerra, os rebeldes continuaram atacando bases russas na república separatista e explodiram veículos blindados em toda a Chechênia, matando pelo menos nove soldados russos e ferindo outros 24. Os russos responderam atacando posições rebeldes com artilharia e helicópteros dotados de metralhadoras.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.