Saá diz que situação é ?muito grave?

O presidente da Argentina, Adolfo Rodríguez Saá (PJ), disse hoje que a situação do país ?é muito grave? e, segundo insistentes versões que circulam dentro do governo argentino, poderia renunciar nesta noite.O ex-governador da província de San Luis ameaçou renunciar hoje ao cargo de presidente interino depois que grande parte de seu partido negou apoio ao governo, em um novo capítulo da vertiginosa e profunda crise em que o país está mergulhado.Segundo fontes do Partido Justicialista, citadas pelo canal de notícias TN, Saá ameaçou com a renúncia caso não receba respaldo da base de sustentação do governo.No mesmo sentido, a agência local de notícias DyN sustentou que ?líderes do PJ garantiam a possibilidade de que Rodriguez Saá renuncie ao cargo, caso não conte com apoio de todo o peronismo?.Segundo a DyN, ?as mesmas fontes especularam, inclusive, que Ramón Puerta poderia reassumir a presidência interina e convocaria Assembléia Legislativa, para o próximo 2 de janeiro?.A reunião de hoje foi convocada após os violentos protestos desta sexta-feira e sábado e depois que os ministros e secretários renunciaram aos cargos. Com esta decisão, o país hoje estava virtualmente sem gabinete. Saá pretendia com este encontro alcançar um governo de união dentro do PJ.Mas dos 14 governadores peronistas convocados, somente cinco compareceram a reunião. A única presença com peso político foi do governador da poderosa e endividada província de Buenos Aires, Carlos Ruckauf, aspirante a presidência nas eleições prevista para 3 de janeiro.As maiores faltas foram do governador de Córdoba, José Manuel de la Sota, e de Santa Fe, o ex-piloto de Fórmula Uno Carlos Reutemann. Outro aspirante a presidência, o governante de a província de Santa Cruz, Néstor Kirchner, também não foi a encontro.Rodríguez Saá decidiu então suspendeu a reunião, que se realizou no balneário de Chapadmalal, a 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires.

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