Saá: outro presidente controvertido para a Argentina

O mais novo presidente interino da Argentina, Adolfo Rodríguez Saá, que mal assumiu o cargo e já anunciou que o país deixará de pagar a dívida externa, é um homem controvertido. Se por um lado se destaca por seu sucesso na administração, por outro é criticado por práticas de nepotismo. Rodríguez Saá, eleito pela Assembléia Legislativa depois da renúncia de Fernando de la Rúa, conduzirá a transição de governo até as eleições de 3 de março, que apontarão o novo presidente do país até 2003.O ex-governador de San Luis, província no centro do país, assumiu pela primeira vez esse cargo em 1983 e desde então foi reeleito por cinco períodos consecutivos até 2003. O também advogado, nasceu no dia 25 de julho de 1947, na cidade homônima de San Luis, é casado e tem cinco filhos. Sua trajetória política começou no partido justicialista em 1971.Em 1993 se envolveu num confuso episódio: foi filmado mantendo relações sexuais com uma mulher que tempos depois foi condenada por tê-lo sequestrado com fins extorsivos. Rodríguez Saá é emergente de uma dinastia familiar que governa, sem interrupção, a pequena San Luis, desde a volta da democracia em 1983. Em 1999 tentou, sem sucesso, lançar sua candidatura a presidente pelo Partido Justicialista, em uma linha interna indepedente daquela representada pelo ex-presidente Carlos Menem.Apesar das muitas denúncias de corrupção e nepotismo, Rodríguez Saá sonha em ganhar as eleições (parlamentares ou para governador) em sua província. "Os argentinos exigem um câmbio. Vamos aceitar este desafio. Começaremos por implantar um plano social e criar um milhão de empregos", disse hoje o novo presidente.Leia o especial

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