Saad Hariri acusa governo sírio por atentado em Beirute

O ex-primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, acusou o governo sírio de ser responsável pelo atentado que matou nesta sexta-feira oito pessoas e feriu 78 em Beirute Oriental, de acordo com o jornal libanês An-Nahar. Entre os mortos, está o major-general Wissan al-Hassan, oficial graduado da inteligência libanesa. "Eu acuso Bashar Assad de ser o assassino do major-general Wissan al-Hassan", disse Hariri em Beirute. Segundo ele, o atentado foi um "ato covarde" para minar a segurança e a estabilidade do Líbano.

EQUIPE AE, Agência Estado

19 de outubro de 2012 | 19h06

O governo sírio negou mais cedo ser o responsável pelo atentado e condenou o ataque em termos fortes. O ataque foi desfechado com um carro-bomba em uma rua residencial do bairro cristão de Ashrafiyeh. Inicialmente, a suspeita era que o alvo fosse o prédio onde fica a sede da Falange, partido da direita cristã libanesa e crítico ao regime sírio. Mas crescem as suspeitas de que o alvo era o major-general, que voltou na manhã de hoje de Paris. Outros políticos libaneses também acusaram Bashar Assad de ser o mandante do crime, como Walid Jumblatt, líder dos drusos libaneses e do Partido Socialista Progressista. "Esse crime traz os sinais da gangue de Bashar Assad. Ele não liga para a perda de vidas humanas e se vingou contra uma das figuras mais combativas do nosso país", afirmou ao An-Nahar.

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