Sacola teria sido deixada antes de explosão no Quênia

A explosão num prédio que abrigava pequenas lojas no centro de Nairóbi nesta segunda-feira deixou pelo menos 28 feridos, dentre eles uma mulher que disse que um "homem de barba" deixou uma sacola no local pouco antes da explosão.

AE, Agência Estado

28 Maio 2012 | 13h29

A princípio, policiais haviam falado que a explosão poderia ter sido causada por um problema elétrico, mas o primeiro-ministro Raila Odinga disse que foi um atentado. O Al-Shabab, grupo terrorista militante da vizinha Somália, tem ameaçado realizar este tipo de ataque.

"Este foi um ato hediondo", disse o premiê durante visita ao local da explosão. "Eles querem nos amedrontar, mas não ficaremos assustados", declarou ele.

Após a explosão, fumaça negra saía do prédio térreo localizado na avenida Moi. O impacto arrancou parte do teto de alumínio do edifício, quebrou vidros e deixou sapatos, roupas e outros produtos espalhados pelo chão. Mas um prédio mais alto com fachada de vidro, que fica nas proximidades, praticamente não foi afetado.

Falando com a Associated Press de um hospital de Nairóbi, Irene Wachira disse que um homem de barba esteve em uma loja próxima três vezes, agindo como se estivesse interessado em algo. Wachira afirmou que na terceira vez ele deixou uma sacola para trás. A explosão aconteceu pouco depois, disse ela.

A testemunha, que é vendedora e trabalhava no prédio, descreveu o homem como tendo "aparência árabe" em razão de sua pele, relativamente clara. Um médico disse à Associated Press, em condição de anonimato, que outra pessoa ferida contou que um homem de aparência somali havia deixado uma sacola para trás.

A princípio, a polícia hesitou em dizer que se tratava de um ato terrorista, já que não havia estilhaços. A empresa de energia Kenya Power descartou um problema elétrico como a causa da explosão. A agência nacional de eletricidade disse que o prédio não tinha um transformador que pudesse explodir e afirmou que todas as conexões elétricas que explodiriam no caso de um curto-circuito estão intactas. As informações são da Associated Press.

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