AP/John Minchillo
AP/John Minchillo

Sacrifício de gorila enfurece ambientalistas

Zoológico dos EUA é criticado por matar animal para salvar menino que havia caído na jaula

O Estado de S. Paulo

30 Maio 2016 | 21h01

O sacrifício de um gorila no zoológico de Cincinnati, nos EUA, após um menino de 4 anos ter caído na área de isolamento do animal, no sábado, causou revolta de ambientalistas que criticaram ontem o uso da medida.

Representantes do zoológico, porém, consideraram a decisão de usar força letal uma escolha dura, mas necessária.

Até ontem à noite, mais de 215 mil pessoas assinaram uma petição no site Change.org criticando o Departamento de Polícia de Cincinnati e o zoológico por abaterem o animal.

O documento pede ainda que os pais da criança sejam “responsabilizados por não supervisionarem o filho”. A polícia de Cincinnati disse que eles ainda não foram acusados de nada, mas que poderiam ser indiciados pela promotoria local. 

O gorila Harambe, de 17 anos e 180 quilos, foi morto a tiros 10 minutos depois de ter encontrado e arrastado a criança. O animal, um gorila das planícies ocidentais, da África Central, é de uma espécie ameaçada de extinção e o zoológico disse que tinha a intenção de utilizá-lo para procriação.

Testemunhas disseram a uma TV local que o garoto repetidamente expressou desejo de entrar na área reservada do gorila. Momentos depois, ele passou por uma grade e caiu de cerca de quatro metros de altura, para dentro do poço que cerca o hábitat do gorila. 

“Foi a primeira vez nos 38 anos de história da exibição de gorilas do zoológico de Cincinnati que uma pessoa não autorizada foi capaz de entrar no local cercado”, disse o presidente da instituição, Thane Maynard. “Eles fizeram uma dura escolha, mas foi a escolha certa, porque salvaram a vida do menino.” Segundo ele, a equipe decidiu usar força letal em vez de tranquilizantes porque a droga levaria tempo para fazer efeito. 

Gorilas das planícies ocidentais vivem nas densas florestas tropicais de Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Guiné Equatorial. A quantidade de animais tem diminuído rapidamente. Nos últimos 25 anos, o número dessa espécie de gorilas caiu 60%, de acordo com Federação Nacional da Vida Selvagem, ONG conservacionista dos EUA. / REUTERS

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