Saddam acusa Ministério do Interior de assassinar milhares de iraquianos

Pela primeira vez o tribunal especial que julga o ex-presidente iraquiano, Saddam Hussein, o ouviu. E logo que começou a falar Saddam já acusou o Ministério do Interior, dominado por xiitas, de ter torturado e assassinado milhares de iraquianos. Durante a sessão desta quarta-feira, Saddam, que foi o único dos acusados a comparecer ao tribunal, continuou defendendo-se das acusações relacionadas à execução de 148 xiitas na cidade de Dujail, em 1982. Os xiitas assassinados foram condenados à morte por um tribunal revolucionário, que os declarou culpados de ter colaborado em um atentado fracassado contra o ex-líder iraquiano durante uma visita à cidade. O chefe da equipe de advogados que defende Saddam, Khalil Duleimi, voltou a solicitar a renúncia do juiz Rauf Abderrahman, por considerá-lo "parcial". A solicitação foi registrada numa carta, que o juiz prometeu "estudar". No início da audiência, que começou em 18 de outubro, o antigo governante acusou o Ministério do Interior, controlado por xiitas, de matar e torturar milhares de iraquianos, por isso pediu a criação de uma comissão imparcial internacional para investigar a autenticidade da documentação relacionada com o massacre em Dujail. A sessão desta quarta-feira, a 17ª do julgamento, ocorreu um dia depois de o Tribunal Penal Supremo iraquiano ter anunciado a abertura de um novo julgamento no qual Saddam será julgado por genocídio devido aos massacres de Al-Anfal nos anos 80, nos quais morreram milhares de curdos. Matéria alterada às 11h48

Agencia Estado,

05 Abril 2006 | 11h13

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