Saddam e seus sete assessores estão em greve de fome

O ex-presidente iraquiano Saddam Hussein confirmou nesta terça-feira que ele e sete de seus antigos assessores, julgados pelo massacre de 148 xiitas da aldeia Dujail, ao norte de Bagdá, estão em greve de fome há três dias devido aos "maus-tratos" a que são submetidos na prisão.Saddam fez a declaração ao comparecer ao Tribunal Especial que retomou na segunda-feira a audiência do julgamento dos oito acusados na protegida "zona verde", no oeste de Bagdá.A nova sessão, a 12ª desde o início do processo, em 19 de outubro, foi palco de discussões entre o juiz, o curdo Rauf Abderrahman, e vários dos acusados, especialmente o ex-vice-presidente Taha Yassin Ramadan, que se queixou por ter sido obrigado a assistir ao processo sem a presença de seu advogado.Saddam, que nesta terça-feira apareceu na sala com um terno cinza, assim como seu meio-irmão, Barzan al-Tikriti, gritou em várias ocasiões palavras de ordem como "Viva o povo do Iraque", "Vivam os Mujahedin (combatentes), "Viva o (partido) Baath" e "Abaixo os traidores".

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