Sai pacote de medidas de combate ao terrorismo

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, John Ashcroft, apresentou nesta segunda-feira um plano de cinco medidas para combater o terrorismo, que definiu como "prioridade nacional", em razão dos atentados recentes contra o país.O objetivo é outorgar às autoridades as ferramentas para "identificar, desmantelar e castigar as organizações terroristas antes que possam voltar a atacar", frisou Ashcroft durante uma audiência no Comitê de Justiça da Câmara dos Representantes.Os principais pontos do plano são os seguintes:- Melhorar a capacidade dos serviços de espionagem de vigiar as comunicações eletrônicas e telefônicas das organizações terroristas. Isso inclui a simplificação do procedimento para autorização de escuta telefônica e emprego de tecnologia avançada na vigilância;- Proteger as fronteiras do país. Os controles serão aumentados;- Facilitar a investigação e a abertura de processo contra os acusados;- Desarticular a rede financeira de apoio às organizações, mediante congelamento e confisco de fundos e demais recursos;- Autorizar operações de emergência em resposta aos atentados de 11 de setembro, maior assistência às vítimas e possível recompensa pela prisão de terroristas.Ashcroft quer assegurar também que a lei incorpore penas duras para quem apóia terroristas.A ampliação dos poderes das autoridades judiciais e policiais preocupa as entidades de defesa dos direitos civis, que vinham fazendo forte pressão nos últimos anos para impedir o aumento da interferência do governo na vida dos cidadãos.Esses grupos estão alarmados com a rapidez com que o Congresso aprovou, dois dias depois dos atentados, uma emenda constitucional que dá ao Estado o direito de investigar o conteúdo de arquivos de computadores.Analistas políticos em Washington observam que o ex-presidente Bill Clinton tentou aprovar uma lei que desse às autoridades maiores poderes de escuta de comunicações, em 1994. O Congresso vetou a idéia."Não há dúvida de que uma ação orquestrada está em andamento, aproveitando os acontecimentos recentes, para permitir ao governo obter uma maior amplitude de poderes", comentou o diretor legal de uma entidade que se dedica a verificar as ações do governo, Tom Devine.

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