Saiba como foi a fuga de Natascha Kampusch

Há oito anos, Natascha Kampusch ia para sua escola quando foi abordada pelo eletricista Wolfgang Priklopil. O homem, na época com 36 anos, forçou a menina a entrar em seu carro e ameaçou batê-la caso não obedecesse. No primeiro ano cativa, Natascha teve de chamar seu raptor de mestre.Priklopil, que era extremamente desconfiado, com o passar dos anos assumiu uma postura mais branda e permitiu que a garota de vez em quando fosse com ele a lugares públicos, como supermercados.No dia 23 de agosto último, Natascha estava limpando com um aspirador o carro de seu seqüestrador quando ele atendeu ao telefone e se afastou alguns metros de sua vítima.A jovem aproveitou esse momento de distração para sair correndo da garagem, cuja porta estava aberta, e refugiar-se no jardim de uma vizinha."A senhora tem um jornal velho, do ano de 1998?", foi a primeira pergunta que Natascha fez à vizinha em uma tentativa de revelar sua identidade.Quando Priklopil se deu conta de que Natascha tinha fugido, pegou seu carro para procurá-la. Ao não encontrá-la, o seqüestrador se suicidou jogando-se em uma linha de trem urbano ao norte de Viena.As buscas por Natasha foram a maior operação do pós-guerra na Áustria para achar uma pessoa desaparecida. Durante anos a polícia austríaca tentou encontrar a jovem, inspecionando mais de 700 caminhonetes em todo o país em busca de pistas. Mergulhadores procuraram o corpo em lagos próximos a Viena, detetives investigaram sua trilha e até helicópteros com câmeras especiais foram utilizados. Priklopil chegou a ser interrogado pelos agentes austríacos como suspeito, mas foi descartado por falta de indícios e por não ter antecedentes criminais.Como o desaparecimento de Natascha aconteceu dois anos depois de explodir o escândalo Dutroux, na Bélgica, temia-se que a jovem tivesse sido vítima de uma quadrilha internacional de pedófilos. Em junho de 2003 a polícia recebeu novas informações sobre o caso e ordenou escavações na margem de um lago de Viena, mas sem encontrar nada.

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