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Saída da União Europeia conduz Reino Unido ao naufrágio

Quase dois anos depois de anunciar a saída da União Europeia, o prazo-limite para os britânicos deixarem a UE se aproxima sem que tenha sido afastada a hipótese catastrófica do Brexit sem acordo

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2019 | 05h00

Não é preciso conhecer Teoria dos Jogos para entender a enrascada em que o Reino Unido está metido. Quase dois anos depois de anunciar a saída da União Europeia, o prazo-limite se aproxima sem que tenha sido afastada a hipótese catastrófica do Brexit sem acordo. Incapaz de exercer liderança, a primeira-ministra Theresa May joga com o medo para forçar uma solução de última hora. Já não há alternativa.

O único acordo tangível foi rejeitado pelo Parlamento na maior derrota da democracia britânica. A proposta aprovada na semana passada é vaga, inaceitável para os europeus. Um terço das empresas britânicas vê o divórcio sem acordo como inevitável. Elas estão de malas prontas para sair do país (com destaque para os empresários que defendem o Brexit com paixão).

Daqui a dez dias, o máximo que May obterá do Parlamento é um pedido de adiamento da data-limite, de março para junho ou julho. Será um modo de tentar uma ruptura ordenada, com transição às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), restabelecimento de controles fronteiriços e alfandegários, abandono de todos os acordos europeus, da telefonia ao transplante de órgãos.

Um novo plebiscito não tem condição de reunir maioria num Parlamento tão fraturado. Os britânicos se preparam para se ver livres das amarras europeias e, ao zarpar rumo à nova inserção na cena global, encarar a irrelevância de uma ilha embriagada pela própria prepotência, prestes a soçobrar no oceano inóspito que engole, indiferente, o passado dos impérios gloriosos.

O efeito da alta no salário mínimo no desemprego

Aumentar o salário mínimo, como fez recentemente a cidade de Nova York, não reduz a oferta de empregos de baixa remuneração, sugere um estudo dos economistas Doruk Cengiz, Arindrajit Dube, Attila Lindner e Ben Zipperer. Eles analisaram 138 aumentos nos Estados Unidos entre 1979 e 2016. “Não achamos evidência de desemprego ao considerar níveis mais altos de salário mínimo”, escrevem. “Só em setores de mercadorias comerciáveis.”

Abaixo-assinado vê ofensa ao Islã em tênis da Nike

Mais de 25 mil haviam subscrito até sexta-feira o abaixo-assinado pedindo que a Nike recolha das prateleiras um de seus maiores sucessos, o Nike Air Max 270. Motivo: o modo estilizado como gravou as palavras “Air Max” no solado do tênis lembra a grafia em árabe de Alá, palavra sagrada para os muçulmanos. Os signatários consideram a localização ofensiva, pois submete o nome divino a pisões e sujeira.

Liberdade de expressão melhora nas universidades

Caiu 80% nos últimos dois anos o cancelamento de convites a personalidades controversas para falar em universidades americanas, segundo a Fundação para os Direitos Individuais na Educação (Fire). Houve 43 desconvites em 2016, 36 em 2017, 9 em 2018. Das faculdades, 28% receberam nota vermelha da Fire por restrições à liberdade de expressão no ano passado, o menor índice desde o primeiro levantamento, em 2009. 

Videogame chinês simula competição na educação

Lançado no final de setembro, o game Pais Chineses já soma quase 2 milhões de usuários no mercado digital Steam, a segunda maior venda entre os lançados naquele mês. O jogo da produtora chinesa Moyuwan simula a educação dos filhos como uma corrida de obstáculos. Os pais tentam equilibrar até seis atividades simultâneas na agenda das crianças, sem deixá-las estressadas (perdem pontos), para garantir acesso às melhores universidades.

Envenenamento em Salisbury inspira jogo russo

A russa Igroland começou a produzir em novembro o jogo de tabuleiro Nossos Homens em Salisbury. O jogador repete o trajeto pela Europa dos dois russos acusados de envenenar o ex-espião Serguei Skripal e sua filha Yulia na cidade inglesa. As peças incluem uma garrafa de perfume para disfarçar o veneno novichok e trajes de segurança para proteção de armas químicas. Apenas 3% dos russos acreditam que seus compatriotas são culpados.

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