Saída de ministros acirra crise política na Tunísia

A crise política na Tunísia entrou em nova fase neste domingo, após o anúncio de que três ministros do gabinete do partido do presidente estão deixando o governo, o que poderá forçar os islamitas a se comprometer com a oposição.

EQUIPE AE, Agência Estado

11 de fevereiro de 2013 | 20h36

Há dois anos, a Tunísia deixou para trás décadas de ditadura, depois de conflitos da chamada Primavera Árabe que tomou conta do norte da África. Agora, o país enfrenta o pior momento da crise política desde que uma figura proeminente da oposição foi assassinada na semana passada.

Após o assassinato do político de oposição Chokri Belaid, na última quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Hamadi Jebali, se comprometeu a formar de tecnocratas sem ligação com partidos políticos para que o país pudesse atravessar a crise e ter novas eleições. No entanto, seu partido rejeitou o plano, dizendo que ele foi eleito pelo povo e deveria continuar no poder.

Muitos culparam o governo por negligência, se não cumplicidade, pelo assassinato de Belaid e dias de revoltas foram vistos no país. "Os tunisianos podem viver sem comida, mas não podem viver sem estabilidade e calma", disse o jornalista e analista político Ali Dkhil. As informações são da Associated Press.

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