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Saída de pesqueiros chineses é sinal de alerta, diz Coreia do Sul

Seul diz que Pyongyang pode estar preparando novas ações e que retirada de barcos sinalizaria ataque

29 de maio de 2009 | 11h01

A Coreia do Sul disse nesta sexta-feira, 29, que a Coreia do Norte, cada vez mais agressiva, pode estar preparando novas ações, depois que barcos pesqueiros chineses foram vistos deixando uma área disputada da fronteira marítima na costa oeste da península. "Nossas forças estão assistindo a esses movimentos (de barcos pesqueiros chineses) com a visão de que podem ser sinais que indicam a possibilidade de agressão da Coreia do Norte", disse um porta-voz do Ministério da Defesa.

 

Nos últimos dez anos, as duas Coreias travaram duas violentas batalhas navais em águas disputadas, e o Norte alerta que isso pode se repetir em breve. Metade dos 280 barcos chineses que pescavam caranguejos na área já se retiraram, segundo a agência sul-coreana de notícias Yonhap. Essa linha de separação no Mar Amarelo, que Pyongyang não reconhece, marca a fronteira marítima na costa oeste da península coreana. Confrontos navais com mortes atingiram a região nos anos de 1999 e 2002, no mês de junho, auge da temporada do caranguejo. Nessa época, os barcos procuram os lugares mais produtivos dentro das águas disputadas.

 

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"Agora que se fala... numa guerra total, nós, pescadores, estamos preocupados", disse Kim Jae-sik, de 48 anos, que vive na ilha de Yeonpyeong, administrada por Seul, mas reivindicada por Pyongyang. "Hoje em dia, quando saímos, sabemos que estamos enfrentando perigos."

 

A Coreia do Norte testou na sexta-feira mais um míssil de curto alcance na sua costa leste e disse que tomará outras "medidas de autodefesa" caso o Conselho de Segurança da ONU puna o país por seu teste nuclear desta semana. Coreia do Sul e EUA elevaram seu nível de alerta militar na região depois que o isolado regime comunista lançou mísseis e ameaçou uma guerra, depois de fazer um teste nuclear na segunda-feira.

 

Em Nova York, Estados Unidos e Japão apresentaram uma proposta de resolução aos principais integrantes do Conselho de Segurança da ONU, condenando o novo teste nuclear norte-coreano e exigindo um rígido cumprimento das sanções adotadas após o primeiro teste, em 2006. Em sua primeira reação à ameaça de novas punições, a Coreia do Norte disse que adotaria "medidas de autodefesa" não especificadas e consideraria anulado o armistício em vigor desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53). Pyongyang já havia dito que o armistício estava morto.

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