Saída prematura dos EUA pode gerar caos, diz vice iraquiano

O vice-presidente iraquiano, Tareq Al Hashemi, advertiu nesta quinta-feira, 22, que seu país pode mergulhar no caos se as forças lideradas pelos Estados Unidos retirarem-se antes que as tropas nacionais estejam preparadas para cuidar da própria segurança. "Precisamos que as tropas de coalizão fiquem no Iraque até que nossas tropas nacionais estejam qualificadas o suficiente para cuidar da segurança", disse Hashemi em um seminário em Tóquio, onde está em visita oficial de quatro dias. "Neste momento, não estão." Ele fez os comentários no momento em que líderes democratas dos EUA prevêem que a Câmara dos Deputados pode aprovar uma lei de financiamento de guerra com um calendário restrito para a retirada das tropas de combate americanas do Iraque. De acordo com a lei, apresentada por democratas, as tropas de combate dos EUA teriam que estar fora do Iraque até o dia 1o de setembro de 2008. A Casa Branca advertiu que o presidente George W. Bush vetará qualquer lei com prazos para retirada, mas democratas já estão planejando outras leis para aumentar a pressão para encerrar a guerra no Iraque. Hashemi, falando em inglês, saudou o estabelecimento de um cronograma para a saída das tropas dos EUA, mas disse que ele deveria incluir uma plano claro de reforma das forças iraquianas. "Se as tropas americanas saírem antes de completarmos este plano, há possibilidade de que o país caia no caos e o caos pode levar à guerra civil", disse, acrescentando que isso poderia provocar instabilidade regional. Hashemi, que na sexta-feira deverá encontrar-se com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse também que deseja a expansão das atividades da força aérea japonesa no apoio às forças de coalizão no Iraque, mas não elaborou. Abe afirmou nesta semana que Tóquio planeja expandir por mais dois anos a lei que permite sua força aérea a voar em missões de apoio no Iraque. O Japão retirou seus 600 soldados no ano passado, depois de mais de dois anos de missão não-combatente, mas 200 membros da força aérea continuam no Kuweit, de onde partem vôos com suprimentos para os militares dos EUA no Iraque.

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