Salamandra gigante e sapo minúsculo podem desaparecer, diz grupo

Uma salamandra chinesa surgida antes do"Tyrannosaurus rex" e o menor sapo do mundo integram um grupode anfíbios raros e extremamente ameaçados, grupo esse que,segundo cientistas disseram na segunda-feira, precisa deproteção urgente a fim de sobreviver. A salamandra, que é cega e consegue sobreviver durante dezanos sem comer nada, e um sapo púrpura que passa a maior partede sua vida enterrado a 4 metros de profundidade fazem partetambém de uma lista da Sociedade Zoológica de Londres com osdez anfíbios mais ameaçados do mundo. "Essas espécies são os 'canários da mina de carvão' -- sãoaltamente sensíveis a fatores como as mudanças climáticas e apoluição, que podem provocar a extinção delas, e provêem umalerta contundente a respeito do que está por vir", disseJonathan Baillie, chefe do grupo de cientistas chamado Edge. O Edge, sigla em inglês para Especiais do Ponto de VistaEvolucionário e Ameaçados Globalmente, é um projeto nascido umano atrás para identificar e começar a proteger as criaturasmais estranhas e admiráveis da natureza. Ao passo que os esforços da entidade no ano passadoconcentraram-se nos mamíferos em risco, os deste anovoltaram-se para os anfíbios negligenciados. "Esses animais podem não ser bonitinhos ou fofinhos. Masesperamos que a aparência estranha e o comportamento bizarrodeles inspirem as pessoas a ajudarem na sua preservação", disseHelen Meredith, chefe da seção de anfíbios do Edge. O projeto não apenas tem por alvo espécies únicas, comotambém representa uma inovação por usar a internet (no sitewww.zsl.org/edge) a fim de chamar a atenção para os animaisameaçados e solicitar apoio das pessoas para que sejamprotegidos.

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