Akos Stiller / Bloomberg
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Salvini diz que governo acabou e exige novas eleições na Itália

Decisão desata crise de governo e foi tomada um dia depois de a Liga romper com seu aliado Movimento 5 Estrelas

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2019 | 20h00

ROMA - O ministro italiano do Interior e líder da Liga, Matteo Salvini, exigiu ontem eleições antecipadas “o mais rápido possível”, em meio às divisões entre as duas siglas da coalizão no poder. “Já não há maioria no governo (...), demos nossa palavra aos eleitores”, anunciou Salvini em um comunicado. O pedido foi feito após um dia de reuniões e negociações, entre eles e o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, que consultou o presidente Sergio Mattarella.

A decisão desata uma crise de governo e foi tomada um dia depois de a Liga romper com seu aliado Movimento 5 Estrelas (M5E, de esquerda) pelo controvertido projeto de uma linha de trem de alta velocidade entre França e Itália. Os aliados votaram no Senado no sentido oposto e o texto a favor da obra foi aprovado como Salvini pediu, enquanto que o M5E ficou em minoria.

Com o colapso da coalizão governista se abrem vários cenários políticos em plena temporada de férias. Salvini reiterou que “é inútil seguir em frente entre vetos e disputas, como ocorreu nas últimas semanas. Os italianos precisam de certezas e um governo que governe”, afirmou.

Segundo pesquisas de opinião, Salvini ganharia as eleições com cerca de 36% dos votos e poderia governar com outro partido menor de extrema-direita, o Fratelli d’Italia. 

Mas provocar uma queda de governo pode ter um custo eleitoral, um risco que poderá ter um impacto negativo sobre a Liga, segundo alguns observadores. Em caso de queda do governo, Mattarella nomeará um gabinete técnico para governar o país interinamente.

O M5S e a Liga começaram a governar juntos em 1º de junho de 2018, após as eleições de 4 de março desse ano, mas nesse tempo ocorreram diversos desentendimentos. Nas últimas eleições europeias, o partido de extrema direita substituiu o parceiro como liderança da Itália. / AFP e EFE

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