JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
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San Francisco classifica Associação Nacional do Rifle como grupo terrorista

A votação ocorreu três dias após um homem matar sete pessoas em Odessa, no Texas, e quando se completava um mês desde o tiroteio que deixou 22 mortos em El Paso

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2019 | 00h52

LOS ANGELES, EUA - O Conselho de Supervisores da cidade de San Francisco, na Califórnia, aprovou por unanimidade uma resolução que classifica a Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês) como uma organização de "terrorismo doméstico" e pediu a outros municípios que façam o mesmo.

A medida aprovada na noite da última terça-feira, 3, considera a NRA uma organização de "terrorismo doméstico" por incitar atos de violência, desinformar e divulgar propaganda sobre o uso de armas.

"A NRA conspira para limitar a investigação sobre a violência armada e restringir a troca de dados. Tenta bloquear cada peça de legislação sensata para a prevenção da violência armada proposta em qualquer nível, seja local, estadual ou federal", disse a supervisora Catherine Stefani ao apresentar a resolução.

A votação ocorreu três dias após um homem matar sete pessoas em Odessa, no Texas, e quando se completava um mês desde o tiroteio que deixou 22 mortos em El Paso, no mesmo estado.

"Todos os países têm pessoas violentas e com ódio, mas só nos Estados Unidos damos a elas acesso imediato a armas de assalto e carregadores de grande capacidade graças, em grande parte, à influência da Associação Nacional do Rifle", diz a declaração.

Pelo Twitter, a NRA respondeu dizendo que a resolução é "uma ofensiva imprudente contra uma organização que respeita a lei, seus membros e as liberdades que todos defendem".

Em comunicado enviado ao canal de televisão "KTVU", a associação classificou a resolução como "um truque absurdo do Conselho de Supervisores em um esforço de distração dos problemas reais enfrentados por San Francisco, como a falta de moradia desenfreada e o abuso de drogas", entre outros.

A resolução, que também incentiva a cidade a avaliar e limitar os contratos com fornecedores filiados à NRA, ressalta que o país sofre uma "epidemia de violência armada, que inclui mais de 36 mil mortes e 100 mil lesões a cada ano". EFE

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