Sana anuncia cessar-fogo unilateral no combate contra rebeldes

O Ministério da Defesa ressaltou que se manterá a cessação de hostilidades, sempre que os rebeldes se retirem das áreas que controlam, abram os caminhos e desativem as minas que instalaram nas zonas que ocupam

EFE

19 de setembro de 2009 | 06h39

O Governo iemenita declarou um cessar-fogo unilateral em sua luta contra os rebeldes xiitas para facilitar os trabalhos de ajuda humanitária na zona em conflito, no nordeste do país, informou hoje um comunicado oficial Segundo a nota do Ministério da Defesa, emitida durante a madrugada, as forças armadas iemenitas suspenderam suas operações militares contra as posições insurgentes nas províncias de Saada e Amran, no noroeste, a partir da meia-noite de ontem.

O Ministério da Defesa ressaltou que se manterá a cessação de hostilidades, sempre que os rebeldes se retirem das áreas que controlam, abram os caminhos e desativem as minas que instalaram nas zonas que ocupam.

Além disso, as autoridades exigiram que os combatentes xiitas entreguem as armas e os veículos que roubaram às tropas iemenitas, e que libertem aos civis e militares que retêm.

Até agora os insurgentes não responderam ao anúncio de cessar-fogo.

Por último, o comunicado do Ministério da Defesa iemenita destacou que este cessar-fogo foi também adotado com ocasião do início da festividade religiosa de "Eid El Fetr", que marca o fim do mês sagrado de jejum muçulmano.

O escrito explica que a medida, além disso, responde ao desejo dos habitantes da zona em conflito, da ONU e das organizações humanitárias que se facilite o envio de ajuda aos deslocados pelos combates.

Esta é a segunda cessação de hostilidades adotada pelo Governo iemenita desde o 4 de setembro passado, mas só durou umas horas já que ambas partes se acusaram mutuamente de havê-lo violado.

Na quarta-feira passada, mais de oitenta pessoas morreram em um campo de refugiado no norte do país por um bombardeio do Exército, que levantou as críticas internacionais e que levou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a pedir o fim dos combates.

Tropas do Exército e insurgentes "hutíes", uma seita xiita, lutam em Saada, fronteiriça com a Arábia Saudita, desde o passado 11 de agosto, embora existam combates esporádicos na zona desde 2004 .

A luta dos "hutíes", liderados por Hussein al Huti, começou em abril de 2004, depois que este grupo acusasse ao Governo de Sana de ignorar as reivindicações da população desta zona.

Al Huti morreu em setembro de 2004, durante a primeira revolta insurgente, mas sua bandeira a tomou seu filho, Abdel Malik al Huti.

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