Sanção ao Irã não pode ser descartada, diz Medvedev

A imposição de mais sanções ao Irã em resposta ao programa nuclear do país não é a melhor saída, mas é uma opção que não pode ser descartada, afirmou o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, em um comunicado aos membros da Liga dos Estados Árabes. Ele afirmou no documento que "o caminho das sanções não é o melhor", embora "medidas que caibam nesse cenário não possam ser excluídas".

AE-AP, Agência Estado

27 de março de 2010 | 09h35

Na semana passada, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, disse que o Irã estava desperdiçando a oportunidade de um diálogo benéfico a ambas as partes com o Ocidente. As potências ocidentais acreditam que o programa nuclear iraniano tem como finalidade a produção de bombas atômicas. O governo do país, porém, insiste que busca a tecnologia nuclear para fins pacíficos, como a produção de energia.

A Rússia, parceira comercial de longa data do Irã, desempenha um importante papel do diálogo entre os iranianos e as potências ocidentais.

A Rússia e os Estados Unidos - duas maiores potências nucleares do mundo - chegaram a um acordo na sexta-feira para reduzir seu arsenal atômico em um terço. O acordo ainda permite até 1.550 ogivas estratégicas - o suficiente para destruir o mundo várias vezes. Os dois países consideram a possibilidade de o Irã construir armas nucleares um fator de desestabilização para o Oriente Médio e para o restante do mundo. As informações são da Associated Press.

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